sábado, 7 de maio de 2011

Apartheid carioca do século XXI

Hoje o clima é sério. Estou de luto pela nova lei do Eduardo Paes, que deu mais um golpe na minha honra.

Após muita pressão pela meia passagem, os estudantes "conseguiram". Porém, apenas os cotistas e bolsistas do PROUNI é que foram contemplados, o que é uma grande injustiça. Nesta sexta feira, o projeto de lei aprovado desde 23 de março no Rio foi sancionado pelo prefeito Eduardo Paes no Palácio da cidade, conforme o prometido em sua campanha eleitoral.

Depois do CENSO 2010, comprovou-se que o Brasil é um país de maioria negra, e o Rio de Janeiro também reflete essa realidade. Aqui nós temos cotas raciais, sociais, programas de assistência, bolsas, etc para essas pessoas de baixa renda, e principalmente para o estudante. Tá certo que não é toda a sociedade que precisa, mas há muitos casos de pessoas humildes que não conseguem tais oportunidades. Então, por que reservar o benefício da passagem a uma maioria, e não a todos os estudantes? 

Mais uma vez vou insistir nisso: a exclusão da classe média, a grande pedra no sapato desses governos de plataforma assistencialista. Nós pagamos os impostos, sustentamos esses planos, subsidiamos todas essas políticas de auxilio às "minorias", quando na verdade nós é que estamos nos tornando as minorias. O minimo que eles poderiam fazer é nos dar meia passagem, não? Parece que o governo quer que as classes baixas comecem a estudar expulsando os estudantes das classes mais altas, em vez de criar mais vagas e melhorar o ensino. E com isso, tudo se torna mais difícil: os impostos mais caros, a concorrência a vagas, e quem sabe futuramente, o mercado de trabalho para nós, que não somos contemplados por essas esmolas. Tenho certeza de que alguém também deve se sentir tão revoltado com isso quanto eu.

Essa lei da passagem é só uma das faces do "esquecimento" do governo para conosco. Ele que tome cuidado, pois uma hora o pavio dos novos excluídos vai acabar e a bomba vai explodir. Se é pra dar condições igualitárias, essas leis que não prejudiquem as nossas conquistas. 

As pessoas precisam abrir os olhos para isso, pois está se formando um novo apartheid, o das classes médias. Antes nós eramos as "maiorias", mas agora há cada vez menos quem fale e faça por nós. 

Tchau e porra nenhuma de benção.

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