Para começar, o ônibus está cheio, obviamente. Eu, na minha humilde condição de estudante sem estágio, preciso da porcaria do transporte público, mas ele não precisa de mim porque há 3984729387492 trabalhadores pagando passagem pra se expremer num carro de 44 lugares.
Idealize. De manhã cedo, ônibus lotado de operários. Como moro longe de onde estudo, preciso de duas conduções, mas o segundo ônibus é _sempre_ o pior. Hoje estava tão cheio que eu não passei na roleta, só dei as moedas pra trocadora e pedi pra ela girar a geringonça lá porque estava _IMPOSSÍVEL_ ficar com os dois pés no chão naquele corredor. E olha que bonito: à minha volta vários marmanjos com jeitão de pedreiro de mão pra cima - nem preciso falar do cheiro de alma de flores vencido imperando no local.
(aliás, se você vir alguém comprando esse "desodorante", FUJA! repito. Fu-ja.)
Outro dia, entrou no ônibus um cara podre a mijo. E pro meu azar, ele pegou ônibus comigo hoje de novo! Como é que pode, um sujeito acordar de manhã e nem trocar de roupa? Nem nos tempos de Cristo fedia-se tanto! Eu fiz uma nota mental para manter distância do cara, e acho que ele leu meus pensamentos e foi pra bem longe (Valeu, DEUS! rsrs).
Mas, como toda viagem de ônibus no Rio de Janeiro, tem sempre um engraçadinho pra deixar o celular no máximo volume tocando aquele funk horroroso. Às vezes eu penso que é conspiração do universo contra mim, mas todo mundo reclama disso, então O.K. Que vontade de sacar meu canivete suíço pra cortar a jugular daquele mal-educado infeliz! Ia ser lindo ele agonizando ao som de Paganini (aliás, por que será que ninguém ouve música erudita alta? um dia vou testar...).
E não pára por aí. Com inveja do "nem" que ouve funk alto num celular MP-28734827387, o outro "nem" que usa Nextel tem que mostrar que é mais rico pra todo mundo. E começa a gritar no modo rádio. Lembrando que não são nem 7h ainda. Quem ele acordou!?!? Na hora que ele começou a gritar, e o rádio apitou com aqueles chiados indecifráveis, a mulher do lado acordou num pulo que eu achei que ia quebrar o banco. Gente, ela parecia um peixe-boi, e tinha uma queimadura tão feia no braço que eu fiquei imaginando a história de como ela conseguiu aquilo.
A partir daí, atentei para a "beleza" da galera. Não tinha ninguém bonito, e se tivesse um homem com todos os dentes na boca seria um milagre. As pessoas eram tão feias, que se Michael Jackson quisesse refazer o Thriller era só selecionar o elenco ali mesmo; o problema seria quais escolher!
(me senti assim. Era esse o naipe da galera, vixe.)
Depois, só faltava um ponto pra descer. "Legal, tá mais vazio agora", pensei. Mas quando vou sair, uma mulher com aquele cabelo cremoso mega seboso entra se achando super sexy e joga o cabelo na minha cara. Desci praguejando tudo e todos. Como eu odeio o transporte público!!!
Abomino todos esses empresários gananciosos que só aumentam a passagem todo ano e botam ônibus sucateados para o povo! Um dia vou jogar merda na cara deles e limpar com uma vassoura de ferro! E quando eu melhorar de vida nunca mais ponho os pés nesse reduto de "calor humano".
E é isso aí! Tchau e não-benção. o>


uaehauehae
ResponderExcluirMuito engraçado o texto!
Assim como vc, sou estudante e tbm sofro qndo volto da faculdade para casa na hora do rush ¬¬'
Te entendo...fica aqui meus sinceros pêsames...
Quanto ao transporte...ele já deixou de ser público a muito tempo...antes fosse, por que sendo de graça não teriamos tanto do que reclamar ...agora pagando absurdos pelo transporte coletivo, o mínimo que o operador de transporte rodoviário deveria oferecer é conforto aos seus usuários!